Enquanto os brasileiros têm a apresentação dos importantes Chevrolet Cobalt e Fiat Palio II, a Citroën apresenta o novíssimo DS5 no Velho Continente. Irmão maior da família premium da marca dos chevrons, ele terá a missão de atuar em um segmento com público bastante variado. Sua carroceria tem desenho arrojado, no sentido literal dos crossover, e o acabamento é de alto padrão para enfrentar rivais do C5 com direção a um grupo de pessoas menos conservador. Ele chega ao Brasil até o fim de 2012.

Com personalidade, o DS5 segue a receita dos irmãos: usa a plataforma de um Citroën “comum”, mas com visual bastante próprio. A carroceria segue o conceito crossover, mesclando soluções de sedã, perua, minivan e utilitário-esportivo. Na frente, os enormes farois chamam atenção para si, junto da grade típica da marca.

Nas laterais, o charme do DS5 aparece com mais vigor. Há uma grande vigia dianteira, que remete ao C4 Picasso, mas também tem corte diferenciado. O mesmo ocorre a traseira, que tem acabamento em preto e avança até o teto na parte posterior. As portas têm desenho esportivo, com destaque para o marcante vinco superior e a linha inferior dos vidros com acabamento cromado.

Já na traseira, o crossover lembra mais os Citroën, com as lanternas horizontais de desenho irregular. A solução remete a uma mescla do que se vê nos novos C3 e C4 europeus. A área envidraçada é pequena na tampa traseira, mas segue até o teto, com a grande área envidraçada superior. O para-choque conta com saídas de escape integradas, como em modelos mais esportivos.

Com 4,5 metros de comprimento, medida semelhante à da Renault Grand Tour vendida no Brasil, o crossover francês promete espaço para até cinco passageiros. No entanto, ainda não foram divulgadas imagens do habitáculo.

Os níveis de acabamento ainda dependerão de cada mercado. Os preços também terão variação em cada país, pois dependem ainda da incidência de impostos específica de cada nação. Dá pra se adiantar, porém, que o valor médio inicial ficará em 28 mil euros (pouco mais de R$ 65 mil) e que haverá, como opcionais, itens como teto solar panorâmico, rodas de 19 polegadas, aviso de mudança de faixa involuntária, revestimento em couro, entre outros.

Alguns destes equipamentos, aliás, são novidade na Citroën. Nas versões mais simples, há o projetor de informações no para-brisa (Head Up Display), já visto em alguns Peugeot. O aviso de mudança de faixa involuntária é de segunda geração e traz também o sensor de ajuste de farol, que aciona os fachos alto e baixo automaticamente.

Como não poderia deixar de ser, uma vasta lista de opcionais estará em oferta no Velho Continente. Há a câmera de visão em marcha-à-ré, o indicador de mudança de marcha, os farois direcionais bixenônio e o ar condicionado de duas zonas. Também estarão em oferta o banco do motorista com função de massagem, o assistente de partida em rampa e o controlador de velocidade adaptatível.

MOTORES

A gama de motores possui algumas opções variadas, com destaque para o modelo híbrido. A linha gasolina possui duas opções, ambas com 1,6 litro de deslocamento e turbocompressor. A primeira entrega 156 cv, enquanto a segunda conta com 200 cv. Já a gama a diesel possui o 1.6 e-HDI de 112 cv e o 2.0 HDI de 163 cv. Nas transmissões, há caixas manual e automática com seis marchas.

O destaque é o modelo híbrido, equipado com o sistema Hybrid4, que o identifica também comercialmente. O equipamento é similar ao usado pelo Peugeot 3008, combinando o motor 2.0 HDI de 163 cv, a diesel, e um propulsor elétrico. Juntos, eles entregam até 200 cv.

O diferencial é o sistema de atuação, que oferece quatro modos de funcionamento selecionáveis por um botão giratório no painel. No “Auto”, o foco é reduzir o consumo dos dois motores, entregando 163 cv. Nesta configuração, o motor elétrico pode atuar sozinho a até 70 km/h, desligando-se em velocidads superiores a 120 km/h.

Em “Sport”, o sistema busca o máximo desempenho, como o nome sugere. Ele é o único a contar com 200 cv, dependendo da energia das baterias. O torque fica em 30,6 kgfm para o eixo dianteiro e varia entre 10,2 e 20,4 kgm para o traseiro. Já o “4WD” garante tração integral permanente, com potência máxima de 190 cv e constantes 174 cv.

Para completar, há o “ZEV”, sigla para Veículo de Zero Emissões em inglês. O bloco a combustão fica desativado, enquanto o elétrico se encarrega de mover o modelo. A autonomia sem uso de diesel para atuar como gerador é de cerca de 4 km, com potênca máxima de 27 cv. Quando não há mais força nas baterias, o modelo passa automoticamente ao modo “Auto”.

MERCADO

A Citroën confirma que o DS5 desembarca em toda a Europa Ocidental até a metade do ano que vem, com produção francesa. Em 2013, a joint-venture formada com a Chang’An viabilizará a fabricação do modelo na China. Espera-se um volume anual de 40 mil exemplares, graças também à chegada do crossover a África do Sul, Américas Central e do Sul, Austrália e Japão.

Citroën DS5 2012

Citroën DS5

interior Citroën DS5




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